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Ecovix terá fábrica de módulos de plataforma em Porto Alegre

SemMegra

SPH informa que a Ecovix já prepara área para o empreendimento

Jefferson Klein

 
A direção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) esperava que ontem a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concedesse autorização para que a empresa Ecovix iniciasse a implantação de uma unidade de produção de módulos de plataformas de petróleo no porto da Capital gaúcha. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Antaq, a questão não será analisada antes da reunião de diretoria marcada para o próximo dia 24.

A Ecovix não confirma e nem desmente a informação sobre esse novo investimento no Estado (o grupo já atua na construção naval no município de Rio Grande). Porém, o superintendente da SPH, Pedro Obelar, declarou que somente está sendo aguardada a decisão da Antaq para assinar o contrato. O diretor de Hidrovias da SPH, Valmir Rosa Silveira, acrescenta que a companhia, inclusive, já está preparando a área para receber o empreendimento. “Até porque já está pré-aprovado, vamos dizer assim, só está faltando a aprovação oficial”, revela Silveira.

O complexo será instalado no Cais Navegantes, entre a Cesa e o local onde se encontram hoje as carcaças de navios paraguaios (na região da rodoviária). Essa área, anteriormente, estava destinada à instalação de um eventual terminal de contêineres. “Na esteira desse, outros projetos em tramitação devem ser instalados no porto”, adianta Obelar. Segundo ele, inicialmente a empresa deve gerar 600 empregos diretos e mais 1,5 mil indiretos. Os módulos feitos na Capital serão integrados às plataformas em Rio Grande ou em outras regiões.

A materialização de uma unidade de produção de módulos no porto da Capital agrada o técnico de carreira da SPH aposentado e autor do blog Hidrovias Interiores, Hermes Vargas dos Santos. “Uma coisa que deve ser evitada é centralizar demais os investimentos”, defende ele. Santos lembra que Rio Grande verificou a geração de vários empregos com o desenvolvimento do polo naval, mas isso também causou impactos na estrutura da cidade, em áreas como habitação, saneamento, entre outras.

Para ele, do ponto de vista ambiental, o empreendimento não implicará maiores danos. Além disso, Santos cita como vantagens para o sucesso da iniciativa a proximidade com municípios como Canoas e Caxias do Sul, que possuem uma cadeia metalmecânica estruturada. Outro benefício é a ligação direta com Rio Grande pela hidrovia, o que facilitará o transporte de equipamentos pesados.

“É uma saída para o porto de Porto Alegre, que não é feito para navegações de longo curso ou cabotagem”, argumenta Santos. Ele também não acredita em interferência no projeto de revitalização do Cais Mauá, pois a área de lazer e recreação desse empreendimento estará concentrada na região entre o Mercado Público e a Usina do Gasômetro. Santos brinca que a visão dos módulos será mais bonita do que a dos navios paraguaios sucateados.

A presidente do Instituto Augusto Carneiro (IAC), ambientalista Kathia Vasconcellos Monteiro, considera difícil estimar os impactos ambientais de um complexo como esse, porque ainda não há muitos detalhes sobre sua dimensão. “Mas será feito em uma área de uso (portuário) consolidado, então o impacto para o Guaíba, a menos que tenha um novo aterro, será pouco”, diz Kathia. Ela também não vê problemas com o impacto visual. “As pessoas acostumam, e serão equipamentos que não ficarão ali definitivamente; quando prontos, eles deixarão o lugar. É possível comparar com um navio de grandes proporções atracado”, comenta Kathia.
 
Fonte: Jornal do Comércio
Edição: 16/01/2013

 

 

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